Lula participa de live após o Dia 13: “a força dessa militância foi às ruas hoje”
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No fim do domingo de mobilização nacional, com atividades do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, da Paraíba ao Acre, o presidente Lula participou de uma live ao lado do presidente do PT, Edinho Silva, e da coordenadora de mobilização digital Ana Flávia, para fazer o balanço do Dia 13 com Lula e falar diretamente com influenciadores, comunicadores e militantes digitais sobre os próximos passos da campanha.
O país inteiro nas ruas
A live abriu com um vídeo-panorama do dia de mobilização e a saudação à militância presente “em todos os estados brasileiros”. Edinho Silva confirmou o tamanho do resultado:
“Nós já estávamos com 1.120 atividades contabilizadas no Brasil inteiro, e ainda está chegando informação.”
Um número que segue subindo conforme os comitês locais enviam seus registros, e que reforça a escala de milhares de pessoas nas ruas em um único domingo, em praticamente todos os estados do país. Edinho relatou também a atividade na Avenida Paulista, ao lado de Fernando Haddad e do vice-presidente Geraldo Alckmin, mesmo debaixo de chuva forte: “muita gente ocupando a Paulista, muitas manifestações políticas de apoio à sua candidatura, presidente”.
A participação do presidente Lula
Lula fez questão de estar na live mesmo em um dia de agenda cheia, o presidente ainda tinha mais dois compromissos depois da transmissão. Ele abriu sua fala reconhecendo o esforço da militância:
“A força dessa militância foi às ruas hoje”

Lula também ressaltou o que está em jogo: o Brasil que queremos para o futuro
“O que está em jogo, na verdade, é o que você deseja para esse país. Qual é o futuro que você deseja? (…) O Brasil que você quer para você, o Brasil que você quer para o seu filho, o Brasil que você quer para a sua mulher, o Brasil que você quer para o futuro.”
Ele reforçou que a escolha não é entre nomes de candidatos, mas entre dois projetos de país: soberania sobre o petróleo e os minerais críticos, valorização do salário mínimo, retomada de políticas como a farmácia popular, fim da escala 6×1, educação integral, creches, reforma política e do judiciário, contra um Brasil, segundo ele, comandado por interesses de milícia e sem compromisso com o povo.
Trouxe também números para sustentar o argumento: a inflação de alimentos foi de 56,17% na gestão anterior contra 36,6% na atual, a quantidade de cestas básicas que um salário mínimo compra subiu de 1,8 para 2,1, e o país vive hoje a menor inflação acumulada em quatro anos de sua história recente.
Dignidade no trabalho e o futuro dos filhos dos trabalhadores
Lula dedicou um dos trechos mais pessoais da fala para defender a dignidade de quem trabalha nas profissões mais duras. Existe um compromisso sério em ampliar oportunidades de trabalho e estudo. Contou a própria trajetória, como metalúrgico sem diploma universitário, incluindo o tempo que levou para equiparar seu salário ao de um colega mais velho, para defender que vale a pena estudar mesmo quando o retorno não é imediato. Disse que seu desejo é que os filhos dos trabalhadores e das trabalhadoras – especialmente os mais pobres – possam se formar, ter uma profissão e ganhar mais do que seus pais ganharam.
Propostas para o próximo mandato
Lula detalhou compromissos para um eventual quarto mandato. Sobre os idosos, anunciou a intenção de criar casas de convivência para que essa população não fique isolada: “não vamos deixar os idosos abandonados (…) tem que levantar, andar, conversar, nadar, passear, ler, assistir filme, dançar”.
Sobre segurança pública, defendeu a tramitação da PEC da Segurança, que define o papel da União, dos estados e também dos municípios – incluindo a possibilidade de prefeituras terem sua própria força policial – e voltou a citar o programa Celular Seguro, que permite bloquear e verificar a procedência de aparelhos roubados.
Sobre violência contra a mulher, mencionou que o governo já aprovou onze leis, quatro decretos e três portarias de proteção às mulheres desde o Pacto Social, mas reconheceu que ainda é pouco, defendendo a educação para a igualdade desde a infância como caminho para reduzir o feminicídio.
Atualização no lula.com.br
Ana Flávia também anunciou uma mudança no site da campanha: www.lula.com.br passou a reunir as propostas do presidente logo no topo da página, em uma barra própria, para que toda a militância, da coordenação nacional ao militante digital – fale a mesma língua. O site concentra também o Zap do Lula, o Porta-Voz do Lula, o Pode Espalhar e o Casa 13 (com panfletos por tema e uma inteligência artificial que compara os dois governos).
Os próximos passos
O recado para a militância foi direto.
“Rua, para a rua, para as redes.”
Com foco em “conversar muito com o povo brasileiro, e mostrar a diferença dos projetos que estão em disputa”. Lula fechou convocando a militância para a reta final:
“Vamos à luta, pelo computador, pelo celular, mas sobretudo na rua. Encarar o cara, chamar de mentiroso e dizer que a verdade vai derrotar a mentira.”
O prazo está definido: repetir o esforço a cada fim de semana até o dia 4 de outubro.
A live terminou com uma tarefa concreta para quem estava acompanhando: gravar vídeos nas redes explicando “por que Lula”, inspirados em exemplos exibidos ao vivo, para ampliar o alcance da campanha nos próximos 20 dias, unindo, mais uma vez, rua e redes.
Bora fazer parte
Se o Dia 13 te deu vontade de ir além das redes, o próximo passo é simples: cadastre o seu Comitê e ajude a organizar a mobilização no seu território até o dia 4 de outubro.
👉 Cadastre seu Comitê: comitepopular.org.br/registre-seu-comite/
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