Juristas se organizam nacionalmente para defender o voto e a democracia na campanha de Lula
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Advogados, juristas, dirigentes partidários e representantes de movimentos sociais se reuniram na Plenária Juristas com Lula, encontro que deu início à organização do campo jurídico em apoio à candidatura do presidente Lula à reeleição em 2026. Participaram presencialmente Lucinha do MST, da Executiva Nacional do PT e da coordenação de mobilização da campanha; os dirigentes do MST-SP João Paulo Rodrigues e Ney Strozake; e juristas e advogados de trajetória ligada ao campo democrático, como Luzia Paula Cantal, Rodrigo Portella Guimarães, Tânia Maria Saraiva de Oliveira e Cláudia Dadico. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também marcou presença na plenária por meio de um vídeo exibido durante o encontro.

De olho nas urnas: a nova rede jurídica da campanha
Em vídeo exibido durante a plenária, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, destacou a importância de organizar juristas em todo o país para acompanhar de perto o processo eleitoral:
“Nós só vamos saber o que está acontecendo em cada cidade, em cada comunidade e em cada estado se nós nos mobilizarmos; se os juristas que estão com o presidente Lula estiverem atentos, olhando as redes sociais, os outdoors, os materiais impressos, acompanhando a mídia regional e os materiais distribuídos no processo eleitoral.”
Para Edinho, a disputa de 2026 vai muito além do resultado nacional. “Essa eleição é a eleição que vai definir o futuro do Brasil”, afirmou, lembrando o peso do resultado brasileiro para o equilíbrio de forças em toda a América Latina. Ele encerrou com um recado direto à militância jurídica: “o ódio e a violência não podem vencer a democracia.”
A plenária confirmou a retomada e ampliação da estrutura de advocacia pro bono que atuou na eleição de 2022, quando chegou a reunir cerca de 1.300 advogados e advogadas em todo o país, uma rede voltada à fiscalização de crimes eleitorais, fake news, abusos e propagandas irregulares.
Mais do que campanha: uma agenda para o sistema de Justiça
O coordenador do Setorial Jurídico do PT-SP, Rodrigo Portella Guimarães, reforçou que o papel dos juristas na campanha não se limita à defesa eleitoral da candidatura. Para ele, o momento também é de retomar o debate sobre a reforma do sistema de Justiça, tema já incorporado ao programa de governo do presidente Lula para 2026:
“A gente vai ter que organizar esses espaços de encontro da militância progressista do Direito para refletir em conjunto sobre o que entende como sendo o sistema de Justiça que a gente defende.”
Rodrigo lembrou que o PT realizou recentemente um seminário sobre a Reforma do Sistema de Justiça, consolidando diretrizes que vão do fim dos supersalários e privilégios à maior aproximação entre Judiciário e povo. E defendeu que a plenária seja apenas o primeiro passo de um trabalho permanente: “a gente precisa atualizar nossa agenda de lutas no âmbito do campo jurídico” diante da Justiça Eleitoral, tanto na esfera nacional quanto em cada bairro, cidade e estado.
O chamado para a advocacia pro bono
Integrante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Tânia Maria Saraiva de Oliveira recuperou o histórico da mobilização jurídica que sustentou a resistência democrática na última década, da defesa do presidente Lula à fiscalização da eleição de 2022, e anunciou a reativação da rede de advocacia voluntária para 2026:
“A gente tem ainda o cadastro de 2022, de 1.300 companheiros e companheiras que estavam nesse trabalho, e pretende ampliar.”
Tânia alertou que o cenário deste ano é mais desafiador do que o de quatro anos atrás, já que a estrutura de fiscalização de fake news que existia dentro do Tribunal Superior Eleitoral em 2022 não está mais em funcionamento. Ainda assim, fez questão de deixar o convite aberto a toda a plenária: “essas eleições serão muito difíceis e todos e todas vocês estão convidados para integrar esse trabalho.”
Os próximos passos
Do encontro saiu o compromisso de construir uma estrutura concreta de participação dos juristas na campanha: organização de redes nos estados e municípios, retomada da advocacia pro bono, fiscalização do processo eleitoral e contribuição programática para a reforma do sistema de Justiça. A coordenação da plenária ficou com Ney Strozake e Carol Proner, e a plenária dos juristas integra o ciclo de encontros por segmento que já passou pela Educação e pelas Mulheres, com outras 28 áreas ainda previstas.
Como participar
Se você é advogado, advogada ou jurista e quer se somar a essa mobilização, o momento é agora: integrar a rede de advocacia pro bono, organizar um comitê jurídico no seu estado ou cidade, ou simplesmente ajudar a fiscalizar o processo eleitoral no seu território.
👉 Cadastre seu Comitê ou núcleo da Educação: https://comitepopular.org.br/registre-seu-comite/
👉 Acompanhe as próximas mobilizações: https://www.instagram.com/comitepopularoficial/
