O Partido dos Trabalhadores promoveu, no final de agosto, o Encontro Nacional de Segurança, Defesa, Inteligência de Estado e Policiais com Lula, reunindo profissionais da segurança pública, especialistas, dirigentes, lideranças e representantes da área de Defesa. A atividade debateu o enfrentamento ao crime organizado, a valorização dos profissionais de segurança, a criação do Ministério da Segurança Pública, o fortalecimento da indústria nacional de defesa, investimentos nas Forças Armadas e a ampliação da inteligência de Estado, além da organização desses segmentos dentro do próprio PT.

Segurança, defesa e inteligência de Estado: um tripé pela soberania

Coordenador Nacional de Segurança Pública do PT e policial penal há mais de 30 anos, Abdael Ambruster definiu o encontro como um marco para o partido:

“Esse encontro nacional de Segurança Pública, Defesa, Inteligência de Estado e Policiais é um avanço de suma importância e inédito, ao reunir temas que convergem de forma tão importante. Pela primeira vez, conseguimos inserir no texto do programa político do PT as questões da defesa e da inteligência de Estado, com a proposta de criação da Agência Nacional de Defesa e mais investimento na ABIN.”

Entre as propostas apresentadas por ele também estão o combate ao crime organizado, com previsão de R$ 10 bilhões para estados e municípios, e o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher.

A segurança pública ocupa uma posição central no Plano de Governo Lula

Coordenadora do GT do Programa de Governo da pauta de Segurança Pública do presidente Lula, a policial e pós-doutora Eli Torres, vencedora do Prêmio Mulheres da Ciência 2025, resumiu o desafio da nova etapa:

“A criação do Ministério da Segurança Pública evidencia a determinação de ampliar e fortalecer a presença do Estado justamente onde a violência e o crime organizado tentam impor o medo e o controle territorial. O desafio é combinar firmeza no enfrentamento ao crime organizado com prevenção da violência, proteção dos direitos civis e valorização dos profissionais de segurança pública.”

A cobrança por espaço para quem está na ponta

Conhecido por impedir que a Polícia Militar de São Paulo marchasse em apoio à tentativa de golpe de 7 de setembro, o coronel Paulo Ribeiro trouxe uma cobrança direta ao governo federal:

“Vimos uma cobrança muito incisiva para que o governo federal abra mais espaço para aqueles que realmente atuam e lutam em prol dessas áreas. Existe uma dificuldade em ouvir quem faz, de fato, a segurança pública.”

O encontro também reuniu outras vozes importantes.

Representando um grupo com mais de 30 canais de mídia especializados em Defesa, o analista de geopolítica Ricardo Amadesi participou de forma online e defendeu a criação de uma Agência Nacional de Defesa:

“Hoje, o Brasil ainda realiza muitas compras sem priorizar a indústria nacional. Quando olhamos para dentro do país, conseguimos gerar previsibilidade, reduzir custos, fortalecer nossa capacidade de defesa e preservar tecnologia desenvolvida ao longo de anos de pesquisa. Quando isso não acontece, corremos o risco de perder empresas estratégicas para o exterior.”

A Associação Nacional dos Policiais Penais Federais (ANPPF) também esteve presente, representada pelo diretor jurídico Cristiano Torquato. A entidade defendeu a modernização do sistema penitenciário federal, lembrando que o enfrentamento às organizações criminosas é uma agenda estratégica desde os primeiros governos Lula, além do fortalecimento institucional da Polícia Penal Federal e da Senappen.

Já o advogado Leonardo Bartolomei, o Leo Bastos, conhecido por denúncias que ajudaram a revelar o Plano Punhal Verde e Amarelo e a prisão do general Braga Neto, acompanhou o debate online:

“As falas dos companheiros e companheiras, focadas nessa área de segurança, foram muito legais, muito produtivas, e eventos como esse têm que acontecer em mais quantidade. Parabenizo os organizadores e os participantes, principalmente o nosso companheiro Abdael Ambruster: vai gerar muito conteúdo para debate na área de segurança e justiça.”

Segurança, defesa e soberania até outubro

O Encontro Nacional de Segurança, Defesa, Inteligência de Estado e Policiais com Lula reforça que a segurança pública deixou de ser tratada de forma isolada: passa a caminhar junto com defesa nacional e inteligência de Estado como parte de um mesmo projeto de soberania para o país, com profissionais da área diretamente envolvidos na construção do programa de governo rumo ao primeiro turno, em 4 de outubro.

Como participar

Se você atua na segurança pública, nas Forças Armadas ou na inteligência de Estado, ou acredita que esses profissionais precisam ter voz na construção das políticas do país, o convite é direto: reúna sua categoria ou sua comunidade e organize um comitê no seu bairro, na sua cidade ou no seu estado.

👉 Cadastre seu Comitê: https://comitepopular.org.br/registre-seu-comite/

👉 Acompanhe as próximas mobilizações: https://www.instagram.com/comitepopularoficial/

Se você participou do encontro ou quer fortalecer essa organização na sua região, compartilhe esta matéria nos grupos de WhatsApp e convide outros profissionais da área a se somarem à mobilização.

Acompanhe as redes do Comitê Lula Presidente 13 (@‌comitelula13 ) e no site http://comitepopular.org.br .