Entenda como a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, gerar empregos e fortalecer a economia do país.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A redução da jornada de trabalho no Brasil voltou ao centro do debate. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e combater o desemprego, a pauta tem sido defendida por parlamentares, especialistas e movimentos sindicais. Atualmente, a legislação estabelece uma jornada máxima de 44 horas semanais. A PEC 221/19, em tramitação no Congresso Nacional, sugere a redução desse limite para 36 horas, de forma gradual, ao longo de dez anos. A expectativa é que a medida possa gerar mais de 500 mil novos empregos, especialmente nas grandes cidades.

Além dos impactos econômicos, a jornada reduzida pode se tornar uma estratégia para fortalecer políticas voltadas ao bem-estar da população. O governo estuda essa iniciativa junto com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que poderia ampliar a base de apoio popular. A redução da carga horária traz impactos diretos para a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Jornadas mais curtas ajudam a diminuir o estresse, aumentam a produtividade e melhoram o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

O tempo excessivo dedicado ao trabalho é uma das principais causas de sobrecarga, principalmente para mulheres, que ainda acumulam responsabilidades domésticas. Garantir uma carga horária menor sem corte de salário pode ser um passo importante para promover mais qualidade de vida e uma divisão mais equilibrada do tempo de trabalho. A carga horária excessiva impacta diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores, além de comprometer a qualidade do tempo com a família e o lazer. Reduzir a jornada e valorizar os salários são medidas essenciais para um país mais equilibrado e justo.